Laura Raupp Vence o LayBack Pro na Praia Mole

By fecasurf | 15 de novembro de 2021 | Destaque, Notícias
Laura Raupp e Eduardo Motta campeões na Praia Mole de Floripa (Crédito: Marcio David / LayBack Pro)
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PRAIA MOLE, Florianópolis / SC (Domingo, 14 de novembro) – A nova geração do surfe brasileiro fez a festa no pódio do Billabong apresenta LayBack Pro, na Praia Mole lotada no domingo em Florianópolis. A catarinense Laura Raupp, de apenas 15 anos de idade, derrotou a peruana Melanie Giunta, 24, na final da etapa do WSL Qualifying Series com status QS 1000. Depois, o paulista Eduardo Motta, 19 anos, superou o cearense que há muitos anos mora na Ilha de Santa Catarina, Michael Rodrigues, 27, na decisão do QS 3000. O evento que marcou o retorno da Praia Mole ao Circuito Mundial da World Surf League, depois de 11 anos, e de Florianópolis após 6 anos, foi um sucesso de público e de ondas.

“Nossa, estou tão feliz que não consigo nem falar”, foram as primeiras palavras da campeã, Laura Raupp, após ser carregada pela torcida que lotou as areias da Praia Mole. “O mar estava bem difícil, mas tinha altas ondas e até estourei minha prancha no final, numa bomba que peguei e tentei um manobrão ali. A torcida na praia foi irada. Esse foi o meu primeiro QS e já venci, então agora bora ir com tudo pra Saquarema, tentar outro bom resultado lá”.

A final feminina foi a primeira decisão de título do Billabong apresenta LayBack Pro a entrar no mar pesado do domingo, com ondas sólidas de 6 pés e muita correnteza na Praia Mole. As condições estavam tão desafiadoras, que foi utilizado os jet-skies para levar os competidores até o outside, transpondo a área de arrebentação. E a duração das finais foi aumentada, de 30 para 35 minutos, computando-se as duas maiores notas.

Laura Raupp (Crédito: Marcio David / LayBack Pro)
Laura Raupp foi nas primeiras ondas, que fecharam rápido. A peruana Melanie Giunta, que tinha vencido a última etapa do WSL Qualifying Series em Santa Catarina, em 2018 na Ilha de São Francisco do Sul, também falhou na primeiras que pegou. Depois, Laura achou uma esquerda que rendeu uma boa batida de frontside, para largar na frente com nota 4,17.

Logo, entrou numa esquerda que abriu a parede para atacar forte, com duas manobras de backside que valeram 5,50. Laura entrou no ritmo das séries e surfou outra esquerda, que armou a junção para levantar um grande leque de água com uma rasgada muito forte, trocando o 4,17 por 5,43. Melanie, enfim consegue mostrar o surfe que a levou até a grande final, numa direita que rendeu uma batida e uma rasgada de backside. Os juízes deram nota 4,57 para a peruana, que ficou precisando de 6,36 pontos para vencer.

O tempo foi passando e, nos minutos finais, ambas surfaram boas direitas que decidiram o título. Melanie começou com uma batida, seguida por uma rasgada e mais uma na junção para finalizar. A catarinense responde com duas manobras muito potentes de frontside e fica a expectativa pelas notas dos juízes. A da peruana saiu 6,17, mas Laura Raupp ainda trocou 5,43 para 5,70, para confirmar a vitória por 11,20 a 10,74 pontos.

Laura Raupp carregada pelo pai, Gustavo, e por Daniel Cortez (Crédito: Marcio David / LayBack Pro)
“É o meu primeiro campeonato mundial, mas vim aqui com esse objetivo e consegui cumprir, então foi demais”, disse Laura Raupp, mostrando muita confiança. “Eu acredito muito no meu surfe e consegui mostrar ele aqui. O evento foi irado e só tenho que agradecer a todos que estavam torcendo por mim, meus patrocinadores e, principalmente, aos meus pais, que sempre me apoiaram. Não tem coisa melhor do que surfar meu primeiro QS em casa, num evento do meu patrocinador, a LayBack, então estou muito feliz por ter vencido”.

FEITO IGUALADO – Laura Raupp igualou um feito histórico, registrado 12 anos atrás na mesma Praia Mole de Florianópolis. Em 2009, o hoje tricampeão mundial Gabriel Medina, se tornou o surfista mais jovem a vencer um evento da World Surf League, com apenas 15 anos. É a mesma idade da catarinense, que neste domingo conquistou a primeira vitória da sua carreira no WSL Qualifying Series, que foi iniciada no Billabong apresenta LayBack Pro.

A peruana Melanie Giunta e Laura Raupp (Crédito: Marcio David / LayBack Pro)
Para chegar na grande final, Laura Raupp derrotou outra peruana, que também estreava em etapas do QS em Florianópolis, Arena Rodriguez Vargas. Já a vice-campeã, Melanie Giunta, ganhou o outro confronto Brasil x Peru com a favorita ao título, Summer Macedo. Isso porque a brasileira já participa do WSL Challenger Series e tinha sido vice-campeã das outras duas etapas da WSL Latin America realizadas esse ano, ambas no mês de junho no Equador.

CAMPEÃO DO QS 3000 – Na decisão do título do QS 3000, o surfista mais jovem também derrotou o mais experiente. O paulista Eduardo Motta já havia surpreendido nas semifinais, quando passou pelo cabeça-de-chave número 1 do Billabong apresenta LayBack Pro, o top do CT 2021, Yago Dora. Na grande final, enfrentou o melhor surfista de toda a semana na Praia Mole, Michael Rodrigues, que vinha batendo seus próprios recordes a cada dia.

Eduardo Motta vencendo a batalha de tubos que abriu o domingo (Crédito: Marcio David / LayBack Pro)
Mottinha já tinha começado bem o último dia, vencendo uma batalha de tubos com o experiente Raoni Monteiro na abertura das quartas de final. Já o cearense, que há quase 10 anos mora em Florianópolis, passou um sufoco no seu primeiro duelo do domingo, contra o paraibano José Francisco, outro nordestino que escolheu a capital catarinense para morar e sempre treina na Praia Mole, como ele. Fininho, como é mais conhecido, estava vencendo até os últimos minutos, quando Michael conseguiu a virada em duas ondas seguidas.

Depois, ele passou pelo catarinense Willian Cardoso nas semifinais, mas Eduardo Motta começou forte na bateria decisiva. Era a primeira final dele em etapas do QS e já mandou um reentry incrível numa junção cavernosa da sua primeira onda. A manobra foi tão arriscada que os juízes deram nota 6,67 para ele, a maior de toda a bateria. Michael chegou a passar à frente com notas 5,00 e 5,50, enquanto Eduardo falhava nas outras ondas que pegava. Só na última, a parede abriu para ele mostrar seu surfe de novo e receber 5,07, para festejar o título do Billabong apresenta LayBack Pro por 11,74 a 10,50 pontos.

“Não tenho nem palavras para descrever a felicidade que estou sentindo agora. Eu me esforcei e trabalhei muito para isso e, graças a Deus, chegou o meu dia de glória. Agora é só comemorar, mas com os pés no chão para as próximas etapas”, disse Eduardo Motta“Eu sabia que não ia ter bateria fácil hoje. Todo mundo que está aqui, tem um único objetivo e estou muito feliz por ter conseguido vencer grandes nomes do surfe. Cheguei aqui não como um dos favoritos, o que as vezes é bom. Mas, pelo trabalho que tenho feito, eu sabia que Deus ia me honrar para conseguir uma vitória e ela veio hoje”.

Eduardo Motta é um dos atletas patrocinados pela Billabong (Crédito: Marcio David / LayBack Pro)
RANKINGS REGIONAIS – O Billabong apresenta LayBack Pro abriu os rankings regionais de 2021/2022 da WSL Latin America, que classifica os surfistas da América do Sul para disputar as etapas do WSL Challenger Series, o novo campo de batalha por vagas na elite do World Surf League Championship Tour. O paulista Eduardo Motta largou na frente com os 3.000 pontos da vitória em Florianópolis, assim como a catarinense Laura Raupp com os 1.000 pontos do título na Praia Mole. Os vice-campeões, Michael Rodrigues e Melanie Giunta, receberam 2.400 e 800 pontos, respectivamente.

“Estou feliz com tudo o que aconteceu aqui e fico feliz pelo reconhecimento de muitas pessoas, de eu ter sido o melhor surfista do evento. Estou feliz também pela vitória do Mottinha (Eduardo Motta) e surfe é um pouco isso, tem que comemorar junto”, disse Michael Rodrigues, que falou sobre o retorno da Praia Mole. “É incrível isso e demais também ser um evento feito pelo Pedrinho (o skatista olímpico Pedro Barros) da LayBack, por pessoas que amam o surfe. Estou muito feliz por ter participado disso e por ter um troféu agora para relembrar sempre desse evento, que espero que continue aqui por muitos anos”.

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, Michael Rodrigues, o campeão Eduardo Motta e João Castro, presidente da Boardriders Brasil, detentora da marca Billabong (Crédito: Marcio David / LayBack Pro)
LayBack Pro apresentado pela Billabong foi uma realização da Federação Catarinense de Surf (FECASURF) com a Agência Esporte Arte (AEA) como co-realizadora e a licenciada pela WSL Latin America para promover uma etapa do WSL Qualifying Series, com patrocínios da Corona e GND Incorporadora e apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, da Fundação Municipal de Esportes, do Hotel Selina Floripa, Associação de Surf da Praia Mole (ASPM) e do site Waves.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO BILLABONG apresenta LAYBACK PRO:

DECISÃO DO TÍTULO DO QS 3000 MASCULINO:
Campeão: Eduardo Motta (BRA) por 11,74 pontos (6,67+5,07) – 3.000 pontos no ranking
Vice-campeão: Michael Rodrigues (BRA) com 10,50 pontos (5,50+5,00) – 2.400 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 1.950 pontos:
1.a: Eduardo Motta (BRA) 13,60 x 13,44 Yago Dora (BRA)
2.a: Michael Rodrigues (BRA) 10,50 x 8,93 Willian Cardoso (BRA)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com 1.500 pontos:
1.a: Eduardo Motta (BRA) 12,03 x 11,50 Raoni Monteiro (BRA)
2.a: Yago Dora (BRA) 13,67 x 6,90 Robson Santos (BRA)
3.a: Willian Cardoso (BRA) 11,27 x 8,67 Samuel Pupo (BRA)
4.a: Michael Rodrigues (BRA) 9,90 x 9,34 José Francisco (BRA)

DECISÃO DO TÍTULO DO QS 1000 FEMININO:
Campeã: Laura Raupp (BRA) por 11,20 pontos (5,70+5,50) – 1.000 pontos no ranking
Vice-campeã: Melanie Giunta (PER) com 10,74 pontos (6,17+4,57) – 800 pontos

SEMIFINAIS – 3.o lugar com 650 pontos:
1.a: Laura Raupp (BRA) 10,00 x 8,83 Arena Rodriguez Vargas (PER)
2.a: Melanie Giunta (PER) 13,00 x 12,06 Summer Macedo (BRA)

TOP-10 DO RANKING REGIONAL DA WSL LATIN AMERICA:
01: Eduardo Motta (BRA) – 3.000 pontos
02: Michael Rodrigues (BRA) – 2.400
03: Yago Dora (BRA) – 1.950
03: Willian Cardoso (BRA) – 1.950
05: Samuel Pupo (BRA) – 1.500
05: Robson Santos (BRA) – 1.500
05: Raoni Monteiro (BRA) – 1.500
05: José Francisco (BRA) – 1.500
09: Alex Ribeiro (BRA) – 1.050
09: Victor Bernardo (BRA) – 1.050
09: Renan Pulga (BRA) – 1.050
09: Wesley Leite (BRA) – 1.050

TOP-10 DO RANKING REGIONAL DA WSL LATIN AMERICA
01: Laura Raupp (BRA) – 1.000 pontos
02: Melanie Giunta (PER) – 800
03: Summer Macedo (BRA) – 650
03: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 650
05: Daniella Rosas (PER) – 500
05: Sol Aguirre (PER) – 500
05: Sophia Medina (BRA) – 500
05: Isabelle Nalu (BRA) – 500
09: Dominic Barona (ECU) – 350
09: Karol Ribeiro (BRA) – 350
09: Tainá Hinckel (BRA) – 350
09: Monik Santos (BRA) – 350

João Carvalho
WSL Latin America Media Manager
jcarvalho@worldsurfleague.com
+55 (48) 999-882-986
Gabriel Gontijo
WSL Latin America Communications
ggontijo@worldsurfleague.com
SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo.

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

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